quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sou um arqueiro!

Sou um arqueiro! Um amigo, Victor Alessandro, perguntou-me há quanto tempo praticava arco. Fazem hoje exatos 1 ano e 2 meses. Pouco tempo de experiência mas seguidos de longas horas de estudo. Tive o prazer de aprender a arquearia do Pakua com meus Shifu Léa Nogueira e Lucas Meireles! Atirar parado, atirar em movimento, atirar em círculo, atirar sentindo que o arco e a flecha são extensões suas e que o acerto do alvo é apenas uma consequência de seu próprio auto-aperfeiçoamento. Estudei como os antigos mongóis atirVam com seus arcos, estudei como os Manchus da última grande dinastia da China, Quing, atiravam. E por fim estudei o estilo Otomano de arco. Cada detalhe da postura, da empunhadura, da puxada, das flechas, da velocidade do tiro, do ritual para se atirar, é uma viagem por cada uma destas culturas. Também tive o prazer de ter aulas de arquearia moderna olímpica e sua disciplina e precisão (com os instrutores André Teixeira e Paulo Henrique Barbosa Rocha). Atirei em um alvo à dezoito metros de distância. Doze flechas em uma aglomeração de vinte centímetros. Não é nada olímpico mais é um exercício único de precisão. Para mim foi algo maravilhoso.

Para um arqueiro cada flecha fora do acerto é uma lição que não pode afetar em sua segurança quanto a próxima flecha. Assim, passado torna-se aprendizagem e futuro conhecimento. Essa é a disciplina do arco para mim. Atirei centenas de vezes por semana em pouco mais de um ano. Foram milhares de flechas, em diferentes estilos, em diferentes situações, em diferentes humores. O arco é reflexo da vida do arqueiro. É seu caminho expresso em uma fração de minuto. Aprendi isso é sempre estará comigo. Por isso sou um arqueiro.

Por fim, senti que não sou eu mais que conduzo o arco mais o fazemos em movimento dialético, onde eu sou conduzido por ele e de volta o conduzo. Eis a dialética do Arco e a beleza do Arquerismo!