sexta-feira, 31 de julho de 2009

Filosofia se faz filosofando

Vocês já viram quantas revistas, cujo título está vinculado diretamente a Filosofia, temos hoje nas bancas? Há 20 anos mal tínhamos as revistas especializadas na área que falavam sobre filósofos de ontem e de hoje, agora, temos publicações leigas ou especializadas sobre o assunto. E livros? O livro Quando Nietzche Chorou, o best-seller de Irvin D. Yalom, virou até filme (e muito bom, por sinal!). Não posso deixar de comentar, claro, o fantástico livro do norueguês J. Gaarder, O Mundo de Sofia, que encanta adultos e crianças. Mas por que a Filosofia, que já faz parte da história ocidental há milênios, resolveu dar as caras em nosso tempo moderno, onde impera a Ciência e a Técnica? Bem, talvez porque a Filosofia permita que possamos nos conhecer melhor por dentro, refletir sobre quem somos, porque somos e para onde estamos indo. Filosofar é olhar para dentro de si e tentar buscar respostas que possam ser entendidas por nossa Razão, além de nossos sentimentos. Ela também é um olhar para fora, para onde caminha a humanidade, para os homens e suas relações. E, por fim, creio que ela nos permita juntar esta sopa-de-letrinhas que é o conhecimento construído a partir das diversas Ciências.

Fico contente com esta nova tendência que tenta mostrar a Filosofia sem o jargão técnico. Será que eu preciso mesmo conhecer as palavras devenir ou dialética para entender que o mundo e nós mesmos estamos em um eterno mudar? Exercitar o ato de questionar, refletir sobre as coisas e as pessoas, tentar entender o mundo e o que fazemos nele, isto sempre foi o que me impulsionou a gostar de Filosofia e a ler aqueles que pensaram sobre tais questões.

Bem, fiquemos por aqui neste instante. Vejamos um pouco da filosofia-do-humor do grupo inglês Monty Python logo abaixo. Espero que não sejamos os filósofos que preferem o som de suas próprias palavras, ao mundo que os cerca e a ação sobre este mundo. Creio que Arquimedes preferiu a ação e por isso marcou um gol! :-) Ah, você conhece algum destes filósofos citados no vídeo do Monty Python?


Manifesto de Repúdio ao Ódio (Ir)Raci(on)al para com as Linguagens de Programação

Bem, não sou um programador profissional, como todos sabem, mas sei programar e gosto desta atividade! Fui fisgado por ela desde que vi pela primeira vez um interpretador BASIC, residente em ROM, que vinha no CP-400 (ou era 200, não lembro bem!) de meu amigo Miguel Franklin. Movido por isto fiz curso no Data Center - meu Deus, há 22 anos atrás!- de programação Basic e Cobol, aprendendo um pouco sobre programação estruturada para fins comerciais e desenvolvimento de programas gráficos. Pois é, programas gráficos! Fiz uma animação bem bonitinha, em Basic, num um velho Apple II e passei a gostar de programar. Depois entrei na Escola Técnica, vi Pascal, que achei legal, mas, creio eu, não me empolgou tanto devido ao professor ou ao meu humor da época. Nesta mesma época vi a linguagem C e Smalltalk, adorei as duas. Com o C eu passei mais tempo pois tive projetos e disciplinas onde pude usar estas linguagens. Na época, usei os compiladores da Borland, que gostava muito e o IDE Turbo C, muito legal. Quando começou a onda de programação com linguagens visuais, para Windows, eu conheci o Visual Basic, uma linguagem legal de usar e que vinha com um IDE da Microsoft muito ajeitadinho. Como tinha que ganhar dinheiro, também tive que programar em Clipper, tendo o famoso "livro do navio" como minha bíblia de referência. Na faculdade vi Java, e achei que havia descoberto a linguagem dos meus sonhos, pois era naturalmente era multi-plataforma e era tão organizadinha, mas acabei não seguindo com o uso dela. Sempre gostei de conhecer linguagens novas e tecnologias nova, é meio que uma compulsão minha :-).

Mas veio "The Dark Age", quando os programadores passaram a se comportar como "evangelizadores" e as linguagens e tecnologias tornaram-se seus novos credos. "Você é JEE ou .Net? Cuidado com sua resposta pois isto pode lhe custar a vida", dizem os novos profetas digitais. "Você usa Visual Studio ou Eclipse?", se você estiver no círculo acadêmico, você pode ser apedrejado se responder a primeira opção. Caso esteja em algum workshop da Microsoft, a segunda resposta pode ser motivo de linchamento. Detalhe, provavelmente um lado só conheça bem a tecnologia que usa e, por isso, acha que deve se comportar como se estivesse em uma torcida uniformizada de futebol, onde o outro time é sempre ruim. Não é bem assim, gente! Não deve ser bem assim. Gosto do movimento Open Source do Richard Stallman, gosto mesmo, acho que ele tá certo em muitas coisas, mas ainda não não estou a fim de discutir tecnologia como credo e sim como tec-no-lo-gi-a, entende. Adoro saber as novidades do Actionscript com meus amigos Lima Jr e Rafael Dourado ou os potenciais do .Net com minha esposa. Gosto de saber programar para dispositivos móveis usando JME, mas tava de olho no Objective-C para usar nos iPhones. Fiquei sabendo pela minha amiga Manu que Phyton é muito legal e vou experimentar. Veja, vou "experimentar" para saber se gosto ou não, se é bom ou não. Se me serve ou não.

Era isso que estava preso em minha garganta há tempos e eu queria falar! Esta é a mensagem de alguém que esteve vivo para ver Sun Microsystem e IBM falarem de código aberto e compartilhar código :-). Bem, paz para os "javeiros" e "c-sharpistas" do mundo todo!

Pois é...estamos na web 2.0 agora!

Pois é, eis meu blog! Tinha conversado com Patty, minha esposa, que queria fazer um blog para compartilhar algumas idéias sobre temas que gosto de conversar, como Tecnologia Digital, Ciências e Filosofia. Tem tanta coisa acontecendo, nestas áreas, nos últimos tempos que nem sabia por onde começar, mas finalmente criei coragem e comecei :-). Primeiramente queria explicar o nome do blog, Thinking and the Brain, que é uma brincadeira com o nome de um desenho animado que gosto muito e que mistura ciência, tecnologia (ACME, claro!) e muito bom humor, que é o Pinky e o Cérebro (Pinky and the Brain). Acho que conhecer é divertido, portanto, tá aí o nome. Espero que vocês gostem deste espaço!


Abertura do Pinky e o Cérebro