Bem, não sou um programador profissional, como todos sabem, mas sei programar e gosto desta atividade! Fui fisgado por ela desde que vi pela primeira vez um interpretador BASIC, residente em ROM, que vinha no CP-400 (ou era 200, não lembro bem!) de meu amigo Miguel Franklin. Movido por isto fiz curso no Data Center - meu Deus, há 22 anos atrás!- de programação Basic e Cobol, aprendendo um pouco sobre programação estruturada para fins comerciais e desenvolvimento de programas gráficos. Pois é, programas gráficos! Fiz uma animação bem bonitinha, em Basic, num um velho Apple II e passei a gostar de programar. Depois entrei na Escola Técnica, vi Pascal, que achei legal, mas, creio eu, não me empolgou tanto devido ao professor ou ao meu humor da época. Nesta mesma época vi a linguagem C e Smalltalk, adorei as duas. Com o C eu passei mais tempo pois tive projetos e disciplinas onde pude usar estas linguagens. Na época, usei os compiladores da Borland, que gostava muito e o IDE Turbo C, muito legal. Quando começou a onda de programação com linguagens visuais, para Windows, eu conheci o Visual Basic, uma linguagem legal de usar e que vinha com um IDE da Microsoft muito ajeitadinho. Como tinha que ganhar dinheiro, também tive que programar em Clipper, tendo o famoso "livro do navio" como minha bíblia de referência. Na faculdade vi Java, e achei que havia descoberto a linguagem dos meus sonhos, pois era naturalmente era multi-plataforma e era tão organizadinha, mas acabei não seguindo com o uso dela. Sempre gostei de conhecer linguagens novas e tecnologias nova, é meio que uma compulsão minha :-).
Mas veio "The Dark Age", quando os programadores passaram a se comportar como "evangelizadores" e as linguagens e tecnologias tornaram-se seus novos credos. "Você é JEE ou .Net? Cuidado com sua resposta pois isto pode lhe custar a vida", dizem os novos profetas digitais. "Você usa Visual Studio ou Eclipse?", se você estiver no círculo acadêmico, você pode ser apedrejado se responder a primeira opção. Caso esteja em algum workshop da Microsoft, a segunda resposta pode ser motivo de linchamento. Detalhe, provavelmente um lado só conheça bem a tecnologia que usa e, por isso, acha que deve se comportar como se estivesse em uma torcida uniformizada de futebol, onde o outro time é sempre ruim. Não é bem assim, gente! Não deve ser bem assim. Gosto do movimento Open Source do Richard Stallman, gosto mesmo, acho que ele tá certo em muitas coisas, mas ainda não não estou a fim de discutir tecnologia como credo e sim como tec-no-lo-gi-a, entende. Adoro saber as novidades do Actionscript com meus amigos Lima Jr e Rafael Dourado ou os potenciais do .Net com minha esposa. Gosto de saber programar para dispositivos móveis usando JME, mas tava de olho no Objective-C para usar nos iPhones. Fiquei sabendo pela minha amiga Manu que Phyton é muito legal e vou experimentar. Veja, vou "experimentar" para saber se gosto ou não, se é bom ou não. Se me serve ou não.
Era isso que estava preso em minha garganta há tempos e eu queria falar! Esta é a mensagem de alguém que esteve vivo para ver Sun Microsystem e IBM falarem de código aberto e compartilhar código :-). Bem, paz para os "javeiros" e "c-sharpistas" do mundo todo!

Adorei o fato de você querer discutir tec-no-lo-gi-a.
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