domingo, 9 de agosto de 2009

Engenharia de Software não é Engenharia Civil

Estava num curso sobre Extreme Programming quando um dos participantes disse a frase "Engenharia de Software não é Engenharia Civil". Quando ouvi isto, fez todo o sentido! Eu já suspeitava que a natureza do software era mais complicada de projetar e de desenvolver do que um prédio. Na Engenharia Civil podemos ter a planta do prédio, os cálculos estruturais, o projeto elétrico e hidráulico, e a certeza que o cliente não vai mudar tudo no meio do caminho. No software (os analistas, gerentes de projeto e programadores, por favor, confirmem!) as regras podem mudar no meio do jogo. Como o software é uma "idéia", o cliente tem novas idéias e quer implementá-las, mesmo que a fase de definir os requisitos - o que se quer na aplicação - já tenha passado. Assim, a documentação que se faz do software, normalmente, fica desatualizada em relação ao produto final. É terrível! E os cronogramas? Para mantê-los é um deus-no-acuda. Na maior parte das vezes isto gera estresse e corre-corre para os analistas e os programadores. Outra coisa muito chata neste processo é a divisão de trabalho, tendo a separação das funções de analista e programador. Creio que não devesse haver isto e quem codificasse a aplicação também fizesse a análise e a modelagem. Mas isto é só uma opinião pessoal, sei que têm muitos profissonais que não gostam de programar, só de fazer a análise. Bem, por fim, trata-se os clientes de software como alguém que comprou um prédio. Ele só vê o produto no final ou em marcos muito espaçados. Ele não participa do processo, não se envolve. Quando uma pessoa se envolve no processo, ela entende melhor as mudanças de cronograma e as necessidades novas que se apresentam no processo de desenvolvimento de software. Creio que seja isto que tenha me chamado a atenção nas metodologias ágeis de desenvolvimento de software. Estou estudando, agora, a eXtreme Programming e estou gostando das idéias e propostas desta metodologia. Depois falarei um pouco mais sobre ela.

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