terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vi há alguns dias o lançamento da versão de e-book reader da Positivo. Ele é interessante, porém, é  bom ver a opção de compra do Kindle, que possui conectividade através de tecnologia 3G (celular) e/ou Wi-Fi e USB, e que não terá mais tributação de importação a partir de outubro. Ele também lê PDF, DOC, DOCX, dentre outros formatos. Possui as funcionalidades de highlight de trechos de texto e Note (anotações) dos livros que você estiver lendo.

Caso queiras acessar um banco de livros para e-reader gratuitos, veja o http://www.gutenberg.org/ (Gutenberg Project) que possui várias obras de domínio público no formato MOBI (para dispositivos móveis, incluindo e-reader) e PDF.

Realmente é empolgante este momento que estamos vivendo. Dá-me a impressão de estarmos num meio caminho que nos levará a Star Trek, em termos de novas mídias e novos avanços tecnológicos. No entanto, não sei se o livro está mudando. Como usuário que estou do Kindle creio que seja um livro, como qualquer outro, só mudando a tinta-papel, para uma e-ink-monitor. Sua essência se mantém como livro, Ainda é algo organizado em várias páginas (não de papel, mas digitais), contendo uma sequência e predominantemente textual. Creio que o que estamos sentindo seja mais próximo de uma mudança no computador como concebíamos (tela, teclado, CPU etc.). Ele está se tornando algo diferente, que nos presta vários serviços - como já o fazia - porém em diferentes formas e interfaces. Ele agora está mais próximo da "melhor forma" para que possamos acessar nossas informações e produzirmos informação. Assim, este computador está mais ubíquo, tornando mais prático o acesso e armazenamento de informações, bem como a comunicação com outras pessoas.

Esta ubiquidade de serviços computacionais prestados pode ser observado no Kindle e no Kindle for PC (for MAC e for iPhone), que permite a leitura de um livro no console Kindle, depois continuar lendo este mesmo livro - aonde se parou - num notebook (PC) ou num celular (iPhone). Mesmo livro, múltiplos terminais de acesso a ele = maior comodidade para o interagente. Tem um cara que gosto muito, infelizmente já falecido, que vislumbrou estes avanços, Mark Weiser (ver o artigo: http://www.ubiq.com/hypertext/weiser/SciAmDraft3.html).

Acredito, portanto, que houve um ponto-de-mudança quando passamos de tecnologias/mídias analógicas para digitais e agora está havendo outro, sobre o como acessarmos estas novas tecnologias/mídias. É interessante, a strange new world :-).

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