sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Exoesqueleto robótico melhora controle de equipamentos pelo cérebro
sábado, 4 de dezembro de 2010
Superfóton: criada uma nova forma de luz
Robô genético é gerado inteiramente por computador
Robô genético é gerado inteiramente por computador: "O robô foi criado por um programa de computador que implementa os chamados algoritmos genéticos, inspirados em conceitos da biologia evolutiva, como hereditariedade e seleção natural."
sábado, 13 de novembro de 2010
Humanos iwireless/i vão virar antenas móveis de celular e internet
Humanos iwireless/i vão virar antenas móveis de celular e internet: "Cada pessoa poderá se transformar em um repetidor de sinais, funcionando como um ponto de acesso móvel para a internet ou para a transmissão dos sinais de telefonia celular."
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Abelhas resolvem dilema da computação
Abelhas resolvem dilema da computação: "Com um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete, as abelhas resolvem rapidamente um problema matemático que deixa os supercomputadores ocupados por dias."
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Unesp lança videogame que ensina física quântica
Unesp lança videogame que ensina física quântica: "Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta."
Para os interessados em fazer o download do jogo, entre no link do SPRACE: http://www.sprace.org.br/SPRACE/sprace-game-pt.
Para os interessados em fazer o download do jogo, entre no link do SPRACE: http://www.sprace.org.br/SPRACE/sprace-game-pt.
Linux está pronto para processadores de até 48 núcleos
Linux está pronto para processadores de até 48 núcleos: "A arquitetura de software atual poderá sobreviver muito bem a um aumento crescente de núcleos dentro de um mesmo processador - pelo menos até 48 núcleos por processador."
Nanopixel permite criar tela do tamanho de um selo
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Raio trator começa a se tornar realidade
Raio trator começa a se tornar realidade: "Cientistas criaram um laser oco que é capaz de capturar e movimentar partículas pelo ar a grandes distâncias, com grandes possibilidades de aplicações práticas."
Relatividade de Einstein é testada em escala humana
Relatividade de Einstein é testada em escala humana: "Físicos usaram dois dos melhores relógios atômicos já construídos para demonstrar que você envelhece mais rápido se ficar dois degraus mais alto em uma escada."
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Vi há alguns dias o lançamento da versão de e-book reader da Positivo. Ele é interessante, porém, é bom ver a opção de compra do Kindle, que possui conectividade através de tecnologia 3G (celular) e/ou Wi-Fi e USB, e que não terá mais tributação de importação a partir de outubro. Ele também lê PDF, DOC, DOCX, dentre outros formatos. Possui as funcionalidades de highlight de trechos de texto e Note (anotações) dos livros que você estiver lendo.
Caso queiras acessar um banco de livros para e-reader gratuitos, veja o http://www.gutenberg.org/ (Gutenberg Project) que possui várias obras de domínio público no formato MOBI (para dispositivos móveis, incluindo e-reader) e PDF.
Realmente é empolgante este momento que estamos vivendo. Dá-me a impressão de estarmos num meio caminho que nos levará a Star Trek, em termos de novas mídias e novos avanços tecnológicos. No entanto, não sei se o livro está mudando. Como usuário que estou do Kindle creio que seja um livro, como qualquer outro, só mudando a tinta-papel, para uma e-ink-monitor. Sua essência se mantém como livro, Ainda é algo organizado em várias páginas (não de papel, mas digitais), contendo uma sequência e predominantemente textual. Creio que o que estamos sentindo seja mais próximo de uma mudança no computador como concebíamos (tela, teclado, CPU etc.). Ele está se tornando algo diferente, que nos presta vários serviços - como já o fazia - porém em diferentes formas e interfaces. Ele agora está mais próximo da "melhor forma" para que possamos acessar nossas informações e produzirmos informação. Assim, este computador está mais ubíquo, tornando mais prático o acesso e armazenamento de informações, bem como a comunicação com outras pessoas.
Esta ubiquidade de serviços computacionais prestados pode ser observado no Kindle e no Kindle for PC (for MAC e for iPhone), que permite a leitura de um livro no console Kindle, depois continuar lendo este mesmo livro - aonde se parou - num notebook (PC) ou num celular (iPhone). Mesmo livro, múltiplos terminais de acesso a ele = maior comodidade para o interagente. Tem um cara que gosto muito, infelizmente já falecido, que vislumbrou estes avanços, Mark Weiser (ver o artigo: http://www.ubiq.com/hypertext/weiser/SciAmDraft3.html).
Acredito, portanto, que houve um ponto-de-mudança quando passamos de tecnologias/mídias analógicas para digitais e agora está havendo outro, sobre o como acessarmos estas novas tecnologias/mídias. É interessante, a strange new world :-).
Caso queiras acessar um banco de livros para e-reader gratuitos, veja o http://www.gutenberg.org/ (Gutenberg Project) que possui várias obras de domínio público no formato MOBI (para dispositivos móveis, incluindo e-reader) e PDF.
Realmente é empolgante este momento que estamos vivendo. Dá-me a impressão de estarmos num meio caminho que nos levará a Star Trek, em termos de novas mídias e novos avanços tecnológicos. No entanto, não sei se o livro está mudando. Como usuário que estou do Kindle creio que seja um livro, como qualquer outro, só mudando a tinta-papel, para uma e-ink-monitor. Sua essência se mantém como livro, Ainda é algo organizado em várias páginas (não de papel, mas digitais), contendo uma sequência e predominantemente textual. Creio que o que estamos sentindo seja mais próximo de uma mudança no computador como concebíamos (tela, teclado, CPU etc.). Ele está se tornando algo diferente, que nos presta vários serviços - como já o fazia - porém em diferentes formas e interfaces. Ele agora está mais próximo da "melhor forma" para que possamos acessar nossas informações e produzirmos informação. Assim, este computador está mais ubíquo, tornando mais prático o acesso e armazenamento de informações, bem como a comunicação com outras pessoas.
Esta ubiquidade de serviços computacionais prestados pode ser observado no Kindle e no Kindle for PC (for MAC e for iPhone), que permite a leitura de um livro no console Kindle, depois continuar lendo este mesmo livro - aonde se parou - num notebook (PC) ou num celular (iPhone). Mesmo livro, múltiplos terminais de acesso a ele = maior comodidade para o interagente. Tem um cara que gosto muito, infelizmente já falecido, que vislumbrou estes avanços, Mark Weiser (ver o artigo: http://www.ubiq.com/hypertext/weiser/SciAmDraft3.html).
Acredito, portanto, que houve um ponto-de-mudança quando passamos de tecnologias/mídias analógicas para digitais e agora está havendo outro, sobre o como acessarmos estas novas tecnologias/mídias. É interessante, a strange new world :-).
domingo, 16 de maio de 2010
Ilusão de Ótica: reproduzimos o experimento do Dr. Kokichi
Oi, gente! Graças a meu amigo Eduardo Ferreira (Web Design e artista gráfico), conseguimos reproduzir o experimento do Dr. Kokichi Sugihara (http://www.gizmodo.com.br/conteudo/ilusao-do-ano-de-2010-e-de-virar-cabeca-de-tao-legal). Ficou muito legal! Estamos postando nossa filmagem para que vocês possam ver que funciona mesmo :-).
As rampas foram feitas de papel Sulfite 60 Kg , a partir do molde publicado pelo Dr. Sugihara (http://home.mims.meiji.ac.jp/~sugihara/hobby/hobbye.html). No entanto, como o molde tinha dimensões muito pequenas, foi refeito usando um software de desenho vetorial para um tamanho maior (19 cm x 19 cm).
domingo, 25 de abril de 2010
Richard Dawkins-A Raiz de Todo o Mal - 1/5
Não sou ateu (como, por sinal, Darwin também não o era), mas alguns alertas que o Richard Dawkins, um renomado evolucionista, faz são interessantes de se ouvir. Vejam esta série de vídeos (são 5 ao todo) sobre Religião e reflitam:
domingo, 18 de abril de 2010
Sobre a Religião e Deus
Nos últimos anos venho vivenciando, na cidade onde moro, uma crescente manifestação de Igrejas Evangélicas (pentecostais) e uma igualmente expressiva reação católica. Instigado por estes movimentos religiosos resolvi compartilhar algumas concepções que construí no decorrer destes últimos dez anos e que hoje me servem de orientação no que diz respeito às questões espirituais e de crença em um deus.
Inúmeras são as evidências que mostram ter sido a Religião motivo para episódios sangrentos da História Humana. Desde o tempo do Antigo Egito e dos deuses encarnados que comandavam a terra – os Faraós – muitos morreram ou assassinaram defendendo suas crenças religiosas, o que pode nos levar a conclusão de que toda Religião é maléfica e só causa disputas e discórdias entre os homens. Além de embotar o olho da Razão, com crendices e mistérios ditos ininteligíveis pelos homens. Melhor seria que a Religião não existisse e as pessoas apoiassem suas decisões e verdades nos fortes alicerces da Ciência. Um mundo racional e científico seria muito melhor do que um coberto pelas trevas da ignorância, tão bem vista nos caminhos tortuosos da Religião. Mas seria esta realmente uma terrível vilã como apregoa o cientista evolucionista Richard Dawkins ou poderia ser algo benéfico e necessário para os seres humanos? A meu ver a Religião como um conjunto de dogmas e regras para condução moral dos seres humanos e sua comunhão com um criador divino é mais um construto humano e, por isso, possível de desvirtuamentos e contradições típicas das relações coletivas humanas. A religião é humana e, portanto, acontece dentro das relações políticas, sociais e econômicas humanas, não fugindo ao aspecto muitas vezes vil e perverso do homem. Ela pode ser usada como um motivo para guerras, tanto quanto os aspectos de limites territoriais, direitos naturais e razões revanchistas, utilizadas em vários episódios bélicos da Humanidade. Roma invadiu a Gália no século IV A.C. alegando, em parte, o direito de expandir seus territórios, “civilizando” as terras bárbaras da península Ibérica. Este motivo é tão plausível – e vil – quanto o de invasão de Jerusalém para proteção da fé católica, reinvidicada pelos cruzados do século XII. A Religião, portanto, pode se tornar um motivo político, mesmo que não seja destrutiva em sua essência. Servindo aos interesses de indivíduos ou Estados, a Religião também pode ser um veículo ideológico poderoso, reprimindo tendências contrárias a determinados interesses e ressaltando “valores morais” úteis a um dado sistema sócio-econômico, como acontece com a relação Protestantismo-Capitalismo levantada por Max Weber. Uma pessoa não consegue tanto dinheiro e sucesso que outra por não ter trabalhado bastante e não ter sido um bom cristão! Você já ouviu alguma afirmação como esta? Trabalhar e produzir em suas empresas e indústrias é o dever imposto por um deus que castiga os ociosos. Mas a quem tais interesses realmente servem, a outros homens ou a uma divindade? Aos homens, claro! E seus próprios interesses. Porém, esta mesma religião que perversamente pode afligir a Humanidade, também permite que pessoas sejam solidárias com seus próximos, podendo unir um povo perseguido e expatriado ou servindo de amparo durante tempos tumultuados e cruéis. Pode criar comunidades de pessoas que não enxergam as diferenças entre si, somente as semelhanças. Religiões podem ligar pessoas para realizar grandes e benéficas ações, como Martin Luther King Jr. nos mostrou ser possível nos EUA e Gandhi na Índia. A Religião é Humana e, por isso, implicitamente contraditória, cheia da dialética que rege o existir humano.
Devido ao seu aspecto contraditório, creio que a Religião deva ser praticada com consciência e baseada no princípio fundamental do respeito ao outro. Ela é um fenômeno social e não uma doença que precise ser expurgada ou curada. Não sei se poderia ser extinta do âmbito da humanidade por ser parte de sua essência cultural. Ela faz parte de algo que os seres humanos comungam desde os primórdios de sua história: a certeza que há algo além deles, algo maior que pode ajudá-los a ser diferentes do que são ou simplesmente diminuir sua solidão no cosmo. Creio que o rito religioso tenha vindo antes do bisturi da Ciência por estes motivos. A Ciência disseca a Realidade, a Religião faz com que o homem tenha sentido dentro desta. Por enquanto, esta Religião que pode assumir diversas faces é o que preenche o vazio existencial dos indivíduos e dos grupos. Acredito que a Ciência, como o quer o Sr. Dawkins, não vai suprir isto nunca, pois ela é – e deve ser - em sua essência dúvida e os homens precisam de algumas certezas. Se a Ciência se torna certeza imutável e única é tão perigosa quanto o dogma religioso. É a lógica do anti-humano, o frio da certeza inquestionável. O movimento eugênico do início do século XX nãos deixa mentir sobre esta questão. A certeza eugênica era científica e não religiosa e por sua causa muitos morreram ou foram mutilados para sempre. Raça superior cientificamente criada era o que a Eugenia queria. Preconceito mortal e cruel foi o que se tornou. A Ciência é humana e pode ser uma arma ou ungüento em uma sociedade. A verdade científica pode ser tão perigosa quanto a verdade religiosa, não se iluda.
Haja vista as razões acima expostas que me fazem ser tão precavido com a Religião quanto com a Ciência é que conduzo minhas ações e concepções dentro de uma religião mais humanista, de amor, tolerância e respeito ao próximo. Meu deus é aquele que Spinoza preconizava em seus escritos, uma inteligência que está em todo o cosmo e é ele mesmo o cosmo. Sou, portanto, parte de uma inteligência maior que tem sua manifestação no universo inteiro. Para mim, somos uma célula em um imenso organismo e para sobrevivermos temos que estar em equilíbrio com tal organismo, para não nos tornarmos um câncer.
O panteísmo baseado em Spinoza, para mim, deve ser a religião que melhor se adéqua aos homens, sem dogmas eternos, só verdades consensuais e contextuais, uma religião repleta de devir. Um deus que é o todo e a parte. Estes são a minha religião e meu deus, sem os quais sou só e vazio, sou triste e sem propósito. Esta seria melhor para todos? Creio que sim, mas cada um tem que descobrir por si mesmo se esta verdade minha é sua verdade também. Devo respeitar cada opinião, buscando o melhor para mim e para o outro, que deve ser sempre diferente da iniqüidade e da crueldade.
Creio que o ser humano deva ser tolerante sem ser omisso e mostrar suas verdades sem ser dogmático. Assim, entendo os protestantes, católicos, mulçumanos, hinduístas, budistas, céticos e tantos outros que assumem posições religiosas ou cético-dogmáticas. O que não quer dizer que esteja de acordo com elas ou que não busque mostrar suas imperfeições e contradições que vão de encontro ao bem viver humano e ao equilíbrio do cosmos.
Estou certo? Não sei, mas creio que este seja um bom caminho a se seguir e, por isso, tenho fé!
sábado, 3 de abril de 2010
Os desafios da integração de Identificação por Rádio Freqüência e Redes de Sensores Sem-fio no contexto da Computação Ubíqua
O termo Computação Ubíqua (no inglês, Ubiquitous Computing - UbiComp) foi cunhado pelo pesquisador Mark Weiser (1991) do Palo Alto Research Center (PARC), da empresa Xérox, em meados da década de noventa. Para ele, a UbiComp seria um novo paradigma computacional que estaria sendo desenvolvido. Ele envolveria equipamentos e software que deveriam ser desenvolvidos para serem adicionados a objetos do mundo real e fornecer serviços necessários aos usuários, de forma amigável e natural. A Computação Ubíqua, portanto, procura desenvolver novas maneiras de pensar os sistemas computacionais, mesclando-os aos utensílios, móveis, roupas e outros elementos que existem ao nosso redor, permitindo que estes objetos possam interagir com os usuários e fornecer serviços desejados.
Para Weiser (1993), os equipamentos computacionais ubíquos deveriam ter três formatos básicos:
- Pad: seriam sistemas computacionais muito pequenos, portáteis, com telas sensíveis ao toque e comunicação sem-fio;
- Tab: seriam sistemas do tamanho de notebook, que forneceriam uma superfície de escrita e exibição de informações, com conectividade e interface para penpoint (caneta de apontamento);
- Board: quadros-brancos digitais que poderiam interagir com seus usuários.
- Estes dispositivos iniciais serviram de base para diversas pesquisas desde sua proposição em 1992. A Xerox produziu os protótipos: ParcTab e ScratchPad. Eles seriam os precursores dos Personal Digital Assistant (PDA) e dos Tablet PC.
A Computação Ubíqua possui uma relação direta com os conceitos de Pervasividade (do inglês, pervisive), Mobilidade, Adaptabilidade e Orientação a Localização (Falcão e Gomes, 2004; Levis et al., 2007). A Computação Pervasiva é aquela onde os computadores são embarcados em ambientes reais de forma invisível. Ela permite a criação de Casas Inteligentes, Prédios Inteligentes e Ambientes Reativos ao Usuário. Neste modelo computacional pervasivo são utilizados sensores e atuadores que permitem identificar a presença dos usuários e atuar em dispositivos, como condicionadores de ar ou motores de movimentação de persianas. O problema com a Computação Pervasiva é sua baixa mobilidade, a interferência entre os equipamentos e as características limitadas para execução dos software embarcados (Araújo, 2003).
Quanto a Mobilidade, diz respeito à capacidade de um sistema oferecer serviços mesmo que um usuário esteja em movimento. A Computação Móvel é a área da computação que trata destes sistemas. A Adaptabilidade é a capacidade de um sistema reagir ao seu contexto. Um contexto “(...) é qualquer informação que pode ser usada para caracterizar a situação de uma entidade. Uma entidade é uma pessoa, um lugar ou um objeto que é considerado relevante para a interação entre o usuário e uma aplicação, incluindo o próprio usuário e a própria aplicação” (Dey,1999 apud Barbosa et al., 2008). Assim, uma aplicação adaptável responderia ao seu contexto e teria suas características modificadas para a melhor adequação ao mesmo ou forneceria as informações solicitadas conforme o contexto em que estivesse. Por fim, como característica da Computação Ubíqua tem-se a Localização. Este conceito diz respeito à construção de sistemas que levem em consideração a posição física (localização) do equipamento utilizado pelo usuário. No caso, aplicações para PDA que utilizem coordenadas de localização por satélite – como as dadas pelos sistemas GPS – permitem a identificação do local onde o usuário se encontra com seu equipamento e podem fornecer uma rota para chegada a um destino desejado. Aplicações como estas já são utilizadas hoje para guiar turistas em cidades.
A partir das características vistas acima se pode inferir que os princípios básicos que norteiam o desenvolvimento de sistemas para UbiComp são (Araújo, 2003):
- Diversidade: não mais um só dispositivo de propósito geral;
- Descentralização: responsabilidades distribuídas;
- Conectividade: conexões sem fronteiras; movimentação entre redes heterogêneas de forma transparente.
- Neste contexto surgem as Redes de Sensores Sem Fio (no inglês, Wireless Sensor Network – WSN) e a Identificação por Rádio Freqüência (no inglês, Radio Frequency IDentification – RFID) como tecnologias que permitem a implementação dos conceitos propostos pela Ubicomp. Estas tecnologias já são realidade e estão sendo utilizadas para aplicações industriais, de monitoramento remoto e militares. O presente trabalho busca fazer um levantamento inicial sobre os atuais esforços de pesquisa para a integração destas tecnologias.
2. Redes de Sensores Sem Fio
As Redes de Sensores Sem Fio (RSSF) são tipos especiais de Mobile Ad Hoc Network (MANET), cujos nós são equipamentos microprocessados que coletam informações através de sensores neles acoplados (Loureiro et al. 2003). Elas possuem como principais elementos os Nós Sensores (sensor nodes) ou motes (Sohraby et al., 2007), os Nós Sorvedouros (sink nodes) e os equipamentos de interligação com outras redes, chamados Gateway. Os Nós Sensores são compostos, normalmente, por um microcontrolador, um ou mais sensores, bateria e um tranceiver, que permitiria a transmissão e recepção de informações por sinais de rádio-freqüência. Já os Nós Sorvedouros são responsáveis pela coleta de informações provenientes dos sensores e, em alguns casos, pela fusão ou agrupamento de dados para serem enviados a um sistema monitor. Por fim, os Gateway são equipamentos que interligam as WSN a outras redes, como a Internet.
Segundo Sohraby et al. (2007) as principais diferenças entre as MANETS convencionais e as RSSF são:
- O modo de comunicação típico das RSSF é de múltiplas fontes de dados para um nó destino - sink node -, ao invés de ser entre os seus pares, como é o caso das MANET;
- Na maioria dos casos das Redes de Sensores Sem Fio, os sensores em si não são móveis, como é o caso dos nós das MANET;
- Há grande redundância de dados que são transmitidos nas WSN, devido aos múltiplos sensores estarem monitorando um mesmo fenômeno. Esta redundância, normalmente, não acontece com as MANET;
- A principal restrição de recurso nas WSN é a energia, o que não é o caso das MANET;
- O número de nós de uma WSN pode ser muito maior do que uma MANET convencional.
Embora possua estas diferenças, as MANET e as WSN possuem muitas semelhanças, como o comportamento Ad Hoc da rede e a utilização de protocolos multihop. Uma característica importante das WSN que as diferencia das Redes de Computadores em geral é o fato de estas primeiras serem orientadas a dados, ou seja, a topologia da rede deve favorecer que os dados coletados pelos sensores cheguem aos sink nodes, com o menor gasto de energia.
Segundo Loureiro et al. (2003) e Sohraby et al. (2007), os principais padrões de comunicação utilizados pelas RSSF são o IEEE 802.11, HomeRF, Bluetooth e ZigBee/IEEE 802.15.4.
Alguma das aplicações das WSN são (Sohraby et al., 2007):
- Monitoramento de Forças Inimigas (Aplicação Militar);
- Detecção de Incêndios Florestais (Aplicação Ambiental);
- Detecção de Ataques Biológicos ou químicos (Aplicação Militar);
- Monitoramento Remoto de Dados Fisiológicos (Aplicação Médica);
- Automação Residencial (Aplicação Residencial);
- Detecção de Correntes (Aplicação Ambiental).
As pesquisas e soluções na área de WSN vêm crescendo muito nos últimos anos devido ao interesse crescente de empresas e indústrias na utilização de uma estrutura de sensoriamento livre dos inconvenientes e problemas de engenharias decorrentes do cabeamento utilizado em redes de sensores que utilizam cabos.
3. Identificação por Rádio Freqüência
O RFID é um método de identificação automática de objetos através de rádio-freqüência, além de permitir o resgate e armazenamento de suas características e os locais pelos quais passou. Seus principais componentes são um Rótulo de Identificação (RFID tag) que possui um chip e uma antena para transmissão e recepção de sinais de rádio, além de um Leitor de Informações (RFID Reader) que permite o resgate de informações armazenadas nos rótulos de identificação.
Os RFID tag podem ser somente leitura, não permitindo alterações nas informações armazenadas; escrita uma vez e múltiplas leituras; e de leitura e escrita. Além destas categorias, os rótulos de RFID podem ser classificados em Ativos, Passivos e Battery Assisted Passive (BAP). No primeiro caso, esses rótulos possuiriam energia própria, na forma de baterias. No segundo caso, eles necessitariam de uma fonte externa para ativar a tag. No último caso, BAP, o rótulo precisaria de uma fonte externa para ser ativado, porém, possuiria uma bateria para aumentar o alcance do sinal de transmissão.
As aplicações para a RFID são diversas, podendo-se citar:
- Ticket de estacionamento, para identificação do veículo e informações para bilhetagem do tempo de permanência;
- Registro de início de corrida e tempo de maratonistas e velocistas, ajudando a dar maior precisão ao monitoramento destes atletas;
- Passaportes, através dos E-Passaports, que permitem gravar informações de hora, data e locais por onde se entrou e saiu de um país. Esta experiência está sendo feita em diversos países do mundo (e.g. Malásia, Noruega e Japão);
- Gerenciamento de Ativos (assets) de uma empresa, permitindo seu monitoramento, identificação e rastreamento (tracking).
3.1. Regulamentações e padronização de RFID
Não há uma regulamentação global das freqüências usadas pelo RFID, sendo cada país responsável por suas próprias regras nesta questão, porém, existem diversas padronizações das tecnologias envolvidas em Radio Frequency IDentification:
- ISO 14223/1: RFID para animais;
- ISO/IEC 14443: padronização de identificação por rádio-freqüência utilizando a faixa de Alta-freqüência de 13,56 MHz, usada em E-passports;
- ISO 15693: padrão usado em cartões inteligentes de crédito e pagamento;
- ISO/IEC 18000: utilizado em ativos que se deseja gerenciar. Esta padronização está dividida em 7 partes;
- EPCglobal: o Eletronic Product Code Global é um framework padrão para criação de um código de produto global, padrões para RFID e compartilhamento de dados para esta tecnologia através da Internet, usando as EPCglobal Network. Este padrão também engloba Os EPC Information Services e protocolo de Leitores RFID (Reader Protocol);
- EPC Gen2: o padrão EPCglobal UHF Class 1 Gereration 2 é um protocolo de segunda geração do EPCglobal que foi desenvolvido para uso global e resolve alguns problemas dos protocolos class 0 e class 1.
4. Propostas de integração entre RFID e WSN
Diversas pesquisas estão sendo feitas ao redor do mundo procurando integrar as vantagens das tecnologias de RFID e WSN, permitindo a criação de ambientes inteligentes que possam identificar objetos e pessoas dentro deles, podendo reagir a estes.
Para Zhang e Wang (2006), existem três formas de integrar estas tecnologias em uma só arquitetura:
- Na primeira forma, os nós WSN e os rótulos RFID comporiam uma rede heterogênea, estando nós e rótulos separados. Neste caso, as bases WSN e os Leitores RFID estariam integrados em uma mesma estação-base, chamada smart base stations. Esta forma permitiria monitorar se um determinado ambiente está adequado a um tipo específico de produto. Por exemplo, se a temperatura e a umidade de um setor de estocagem estariam adequadas para acondicionar caixas de leite;
- Na segunda forma, aumenta-se o número de leitores RFID diminuindo suas funcionalidades, a fim de minimizar a complexidade de cada leitor, em relação à primeira forma;
- Por fim, pode-se usar rótulos ativos mais inteligentes (smart active tags), onde as tags não enviariam diretamente para os leitores as mensagens, mas enviariam para rótulos mais próximos até chegar a estes.
- Para a última forma de integração supracitada, Zhang e Wang (2006) propõem uma arquitetura utilizando nós sensores inteligentes que possam também captar as informações dos rótulos RFID. Estes nós seriam compostos por uma parte de sensoriamento, que colheria dados do ambiente; uma parte de coleta de dados de rótulos por RF e, por fim, um transceiver (transmissor e receptor de RF) para comunicação de dados. Em todas as três formas de integração propostas por estes autores, o problema já discutido na seção sobre Redes de Sensores Sem Fio é uma preocupação constante: o gasto de energia. Os protocolos e modos de operação dos nós inteligentes devem levar em consideração esta séria restrição do sistema e procurar poupar energia o máximo possível.
As aplicações para integração de WSN e RFID propostas por Zhang e Wang (2006) estão voltadas para o monitoramento de objetos ou ativos de uma indústria ou empresa.
Outra aplicação para a integração destas tecnologias foi proposta por López e Kim (2008) e seria sua utilização para provimento de serviços que possuem percepção de contexto. Neste caso, rótulos de identificação por rádio-freqüência e nós sensores estariam espalhados por ambientes e no vestuário de pessoas, a fim de permitir uma identificação de contexto e a oferta de um serviço relacionado com este contexto e o usuário nele presente. A estrutura de sensores sem fio e rótulos RFID permitiria associar entidades (objetos e pessoas identificadas e monitoradas) dentro de um contexto para que possa ser ativado um determinado serviço. O cenário hipotético descrito por estes autores permite uma visualização do potencial deste trabalho: enquanto uma pessoa está voltando de seu trabalho para casa, sensores sem fio em sua roupa captam a transpiração (umidade) e a temperatura de seu corpo, resultantes de um dia quente, e informações de localização por GPS de seu celular – que foi identificado que estava com ele –, permitem que um sistema baseado em percepção de contexto possa ativar um serviço que ligaria o ar-condicionado da residência desta pessoa, tão logo ela chegue à casa. Note, o sistema ofereceu um serviço conforme a necessidade percebida e o contexto da pessoa.
Outros trabalhos relacionados com esta abordagem de contexto são o de Isoda et al. (2004) que deduz o estado de um usuário a partir de informações sobre os rótulos localizados em suas roupas e objetos que ele carrega. No entanto, as informações coletadas dos rótulos RFID não são complementadas com leituras sensoriais do ambiente. O trabalho de Brunette et al. (2005) apresenta a utilização de WSN somente como infra-estrutura para captação dos códigos captados em RFID tag que seriam entregues a visitantes de um museu. Assim, poder-se-ia saber em que áreas estas pessoas estariam neste museu. Aqui se percebe um exemplo de utilização desta integração para sistemas baseados em localização.
Por fim, Moh et al. (apud Ahson e Mohammad, 2008) propõe a utilização de uma rede de sensores sem fio e de rótulos de identificação por rádio-freqüência para o acompanhamento de pacientes que estejam sendo tratados em casa. Este sistema utiliza RFID tag nos frascos de medicamento e uma balança que está ligada a uma WSN, onde estes frascos devem ser colocados. Assim, é possível saber se o paciente tomou uma determinada medicação, baseado no modelo de comportamento do paciente e nos dados obtidos pelos sensores. Este sistema também permite a localização do paciente através de um processo similar ao proposto por Brunette et al. (2005), e atua preventivamente alertando a pessoa monitorada sobre a hora de tomar determinado medicamento. Esta solução também permite avisar familiares e o serviço de assistência médica, no caso do paciente não estar tomando devidamente os medicamentos.
6. Conclusões
A Computação Ubíqua é um novo paradigma que está permitindo a criação de sistemas que oferecem serviços aos usuários, baseados nas necessidades destes, seu contexto e sua localização. A integração de tecnologias como o RFID e o WSN permitem que parte deste paradigma possa ser concretizado. As soluções vistas na seção 6 deste trabalho mostram aplicações que permitem a localização de usuários, determinação de seu contexto, ativação e provimento de serviços. No entanto, ambas as tecnologias possuem um fator de restrição altamente relevante, a saber, a energia. Buscar soluções de roteamento de informação, modo de funcionamento de sensores, compressão de informações e fusão de dados é essencial para que se possa economizar mais energia para os dispositivos de sensoriamento sem fio e para as RFID tag. Além deste desafio, há a questão da segurança das informações transmitidas, que pode ser crítica em sistemas como o de monitoramento de pacientes remotos proposto por Brunette et al. (2005) e o tamanho físico dos sensores e etiquetas, que deverão ser embutidos em vestuários humanos.
7. Referências
AHSON,S.; MOHAMMAD, I. RFID Handbook: Applications, Technology, Security and Privacy. Editora CRC Press, ISBN-13: 978-1-4200-5499-6, 2008.
ARAUJO, R. B. de. Computação Ubíqua: Princípios, Tecnologias e Desafios. Texto escrito para o Mini-curso homônimo, apresentado no XXI Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores (SBRC 2003), URL: < http://www.sbrc2003.ufrn.br/portugues/minicursos.php >, 2003. Acessado em: 20 de Maio de 2008.
BARBOSA, D. N. F.; SARMENTO, D. F.; BARBOSA, J. L. V. ; GEYER, C. F. R. Em direção a Educação Ubíqua: aprender sempre, em qualquer lugar, com qualquer dispositivo. Artigo publicado na revista do Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação (CINTED), ISSN 1679-1916, URL: , 2008. Acessado em: 10 de Agosto de 2008.
BRUNETTE, W. LESTER, J.; REA, A.; BORRIELLO, G. Some sensor network elements for ubiquitous computing. Artigo publicado nos anais do 4th international symposium on Information processing in sensor network, 2005.
FALCÃO, T. P. da R.; GOMES, A. S. Modelagem de soluções ubíquas para uso em salas de aula do Ensino Fundamental. Artigo publicado no VI Simpósio sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC 2004), URL: < http://www.ime.uerj.br/~raquel/wied/ihc2004>, 2004. Acessado em: 20 de Julho de 2008.
ISODA, Y.; KURAKAKE, S.; NAKANO, H. Ubiquitous Sensors based Human Behavior Modeling and Recognition using a Spatio-Temporal Representation of User States. Artigo publicado na 18th International Conference on Advanced Information Networking and Applications (AINA'04), 2004.
LEVIS, D.; BARBOSA, J. L. V.; PINTO, S. C. C. S.; BARBOSA, D. N. F. Aperfeiçoamento Automático do Perfil do Aprendiza em Ambientes de Educação Ubíqua. Artigo publicado nos anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE 2007), 2007.
LÓPEZ, Tomás S.; KIM, D. Wireless Sensor Networks and RFID integration for Context Aware Services. Artigo publicado no Web Site do Auto-ID Labs, URL: < http://www.autoidlabs.org/uploads/media/withhold_AUTOIDLABS-WP-SWNET-026.pdf >, 2008. Acessado em: 10 de Outubro de 2009.
LOUREIRO, Antônio A. F.; NOGUEIRA, José M. S.; RUIZ, Linneyer B.; MINI, Raquel A. de F.; NAKAMURA, Eduardo F.; FIGUEIREDO, Carlos M. S. Redes de Sensores Sem Fio. Texto do mini-curso apresentado no XXI Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores, 2003.
SOHRABY, K.; MINOLI, D.; ZNATI, T. Wireless sensor networks: technology, protocols, and applications. Editora Wiley-Interscience, ISBN: 978-0-471-74300-2, 2007.
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WEISER, M. Some Computer Science Issues in Ubiquitous Computing. Artigo publicado em Communication of the ACM (Association for Computing Machinery), vol. 36, no. 7, pg. 75-84, Disponível em: < http://portal.acm.org/citation.cfm?id=159617>, julho, 1993. Acessado em: 23 de Junho de 2008.
WEISER, M. The computer for the 21st century. Artigo publicado na revista Scientific American, vol. 265, no. 3, pg. 94–104, setembro, 1991.
ZHANG, L.; WANG, Z. Integrations of RFID into Wireless Sensor Networks: Architectures, Opportunities and Challenging Problems. Artigo publicado nos Anais da Fifth Internacional Conference on Grid and Cooperative Computing Workshops (GCCW’06), 2006.
O Computador é a Web!
Esta afirmação não estaria correta se estivéssemos há 20 anos atrás, trabalhando com aplicações Clipper ou DBase, mas hoje quem poderia dizer que ela está errada? A estética e a forma de fazer aplicações Web estão sendo incorporadas às aplicações ditas standalone (fora da rede), provocando um fenômeno interessante: tudo parece que está acontecendo na web, mesmo que você não esteja conectado. Ainda temos muitos casos de aplicações que seguem as interfaces e tecnologias predecessoras à WWW, mas estas estão sendo atualizadas. E se já não foram criadas para serem utilizadas em Intranet ou Extranet, elas devem ter, pelo menos, suas interfaces gráficas próximas das desenvolvidas para o ambiente Web. Vejam o caso das aplicações Flash que, de início, só eram encontradas na Web e agora podem ser vistas em CD-ROM ou aplicações off-line. Mas isso não é tudo. Testei o port para HTML 5 do jogo Quake II (se não o conhece, vale a pena conhecer - http://code.google.com/p/quake2-gwt-port/wiki/BuildingAndRunning) e vi que, cada vez mais, a Web está “assimilando” os outros habitat de software, fazendo com que o desenvolvimento seja, agora, desenvolvimento para Web. É interessante, mas é um Strange New World para os programadores da velha guarda. Resistir é inútil programador, você será htmlizado!
Jogo Quake II Portado para HTML 5
O HTML 5 é tecnologia de grande potencial e, se for implementada de forma rigorosa – tudo bem para vocês, Microsoft? Tudo bem Apple? OK, Mozilla? - será um padrão que poderá facilitar em muito a vida dos desenvolvedores que não mais precisarão ter que lidar com diversas API e tecnologias para criar uma boa interface e utilizar recursos como vídeo sobre Web e jogos 3D. É um momento de transformação que só havia visto quando pude acessar pela primeira vez uma página HTML com o NCSA Mosaic. Vale só ressaltar que o HTML 5 ainda não está em sua fase final, prevista para 2012.
Para saber mais sobre o HTML 5:
1)IDG Now (HTML 5 – Conheça a linguagem que vai recolucionar sua navegação Web): http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/06/16/html-5-conheca-a-linguagem-que-vai-revolucionar-sua-navegacao-na-web/.
2)HTML 5 Reference: http://dev.w3.org/html5/html-author/.
domingo, 7 de março de 2010
Reflexões sobre Tecnologia e Educação a Distância
A utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem e de outros software aplicados a Educação – especificamente na modalidade a Distância -, no âmbito das instituições de ensino e nas empresas está crescendo cada vez mais (TRIFONOVA et al., 2003), para atender as novas necessidades dos aprendizes e responder às mudanças tecnológicas que estão modificando o cenário sócio-econômico mundial. Estas mudanças são chamadas por Belloni (2001) de pós-fordismo.
Da mesma forma que as tecnologias de Informação, cresceu nos últimos tempos o uso intensivo e diversificado das tecnologias de Comunicação, fazendo com que as pessoas estejam acessíveis em qualquer lugar e a qualquer hora. A fusão destas duas áreas fez surgir o cenário atual de redes Telemáticas. Estas redes modificaram o ritmo de vida das pessoas e levaram à necessidade cada vez maior de acesso a informação mesmo estando fora de suas instituições de trabalho ou estudo, ou ainda, em trânsito. Tecnologias como o celular e o PDA, dentre outros dispositivos móveis, são respostas a estes novos anseios. Assim como aconteceu com outras tecnologias que afetaram o cenário educacional, como é o caso dos computadores, estes dispositivos móveis também estão afetando a maneira como se faz Educação e trazendo novas ferramentas que possibilitam o processo de aprendizagem, tanto presencialmente quanto a distância. A utilização de dispositivos móveis para o processo de aprendizagem é denominada Aprendizagem através de Dispositivos Móveis, ou ainda, M-Learning (do inglês, Mobile Learning) (TRIFONOVA, 2003). Embora o M-Learning possa ser associado à Educação a Distância, o mesmo não se reduz somente a esta modalidade educacional, podendo ser utilizado como ampliação e melhoria da Educação Presencial. No entanto, é preciso desenvolver um senso crítico sobre a utilização destas tecnologias no processo educacional, pois estas não podem ser vistas como uma “tábua de salvação” para o processo de Educação deficitário que hoje é realidade no Brasil, mas pode, se racionalmente utilizado, contribuir para melhoria no processo de aprendizagem, como comentado por Castro (2001, p. 17-19). Neste contexto, pode-se levantar a questão concernente ao atual paradigma educacional – tanto presencial quanto a distância - que não se mostra a contento no processo de desenvolvimento do referido senso crítico quanto ao uso de tecnologia, haja vista a torrente de compras de dispositivos eletrônicos de comunicação, processamento e/ou armazenamento de dados pessoais, vista hoje, tanto no Brasil quanto no mercado mundial (BELLONI, 2001-B), e cujo potencial é, normalmente, subutilizado por seus consumidores. Este consumismo acaba sendo refletido nas instituições educacionais que adotam novas Tecnologias de Informação e Comunicação, baseando-se, principalmente, no fato de serem aparatos tecnológicos atuais, e não em virtude de um planejamento pedagógico-didático prévio que deveria nortear, a priori, o uso de tais recursos. Tal prática já se mostrou ineficaz no passado (Castro, 2001, p. 156-157, 168-170) e continua sendo agora.
Bibliografia
BELLONI, M. L. Educação a Distância. Segunda Edição. Editora Autores Associados, 2001-A.
BELLONI, M. L.O que é Mídia-Educação. Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, Editora Autores Associados, 2001-B.
CASTRO, C. de M. (Org.). Educação na Era da Informação: o que funciona e o que não funciona. Livro publicado em conjunto pela Seção de Publicação do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e pela UniverCidade Editora, ISBN: 85-7439-013-5, 2001.
TRIFONOVA, A. Mobile Learning – Review of the Literature. Relatório técnico (DIT-03-009) publicado pelo Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da Universidade de Trento, Itália, Março, 20030-B. Disponível em: . Acesso em: 31 de outubro de 2005.
Ponderações sobre as origens políticas, ideológicas e epistemológicas da EaD
Nos dias atuais, diversos tipos de organização, no mundo todo, estão exigindo cada vez mais que seus profissionais possuam iniciativa, flexibilidade, autonomia, múltiplas competências e estejam sempre atualizados. Para Belloni (2001), tais características seriam reflexos de uma mudança social-econômica denominada pós-fordismo, que é um modelo industrial que propõe uma alta inovação dos produtos fabricados, alta variabilidade de processos de produção e responsabilização do trabalho. Este modelo vai se consolidar na década de noventa, quando as tecnologias de Informação e Comunicação redesenham a maneira como as empresas e outras instituições devem funcionar, adicionando-lhes um caráter cada vez mais globalizada, exigindo dos trabalhadores uma maior qualificação e autonomia em seu processo de produção, a fim de atender ao requisito de maior responsabilidade no trabalho, característico do pós-fordismo. Estas modificações sociais têm reflexo no processo de Educação, responsável pela formação dos profissionais que irão atuar no mercado de trabalho. Segundo Trindade (1992 apud BELLONI, 2001, p.30) é preciso que se trabalhe no processo educacional com a perspectiva de time free, pace free e place free (livre no tempo, no ritmo, e no espaço) que são características da modalidade de Educação chamada Educação a Distância (EaD). Esta modalidade caracteriza-se pela utilização de meios tecnológicos para servir de suporte ao processo de aprendizagem onde os interagentes estão dispersos tanto geograficamente, quanto temporalmente. Por utilizar-se primordialmente de meios tecnológicos para a troca de informações e a comunicação entes aprendizes, a EaD foi profundamente impactada pelas tecnologias de Informação e Comunicação utilizadas atualmente, principalmente a Internet e as redes de telecomunicações. Esta modalidade, segundo Belloni (2001) se adequa bem ao processo de formação de adultos, tais como a Educação Superior e Formação Continuada (no inglês, longlife education). No entanto, não basta um modelo novo de Educação se este ainda estiver arraigado em modelos antigos de se trabalhar o processo de aprendizagem. Como contribuir para a formação de um ser humano mais autônomo, flexível e independente, se a maneira como se trabalha hoje nas instituições de ensino ainda possui reflexos do fordismo, produzindo uma “educação de massa”, onde o aprendiz é tratado apenas como um receptor de informação e suas individualidades quando ao processo de aprendizagem são ignoradas (BELLONI, 2001, p. 09-24 passim)? Esta abordagem do aprendizado é característica de uma visão behaviorista da epistemologia (teoria do conhecimento) do aluno e se reflete na metodologia e na didática aplicados a sala de aula. Para o Behaviorismo o conhecimento é algo que precisa ser transmitido e que se encontra fora do ser, nos objetos aos quais o indivíduo se propõe a conhecer. Outra característica desta corrente da Psicologia é que o conhecimento confunde-se com comportamento, ou seja, a resposta de um indivíduo a estímulos do meio ambiente, e que este comportamento pode ser conduzido para respostas desejadas, através de condicionamento. Esta idéia é reflexo do pensamento de Thorndike, empirista americano do século XIX que deduziu duas leis fundamentais da aprendizagem:
A lei do efeito, segundo o qual todo organismo tende a repetir uma resposta a um estímulo do meio que produza um efeito agradável;
A lei do exercício, também chamada de lei da formação de hábitos que consta de duas partes:
a lei do uso: Quando dada situação é seguida por certa resposta ou grupo de respostas, o vínculo entre o estímulo e a resposta se torna mais forte através do exercício assim obtido;
a lei do desuso: “Quando determinada situação é raramente seguida por certa resposta, a associação entre o estímulo e esta resposta se enfraquece e o grau desse enfraquecimento depende da magnitude do desuso”
(GARET, 1969 apud OLIVEIRA et al., 2001, p. 17-18).
Estas leis fundamentam a idéia de que para se obter uma resposta desejada - por exemplo, a de que um aluno saiba somar dois mais dois -, é necessário que se dêem estímulos positivos e se repita este processo várias vezes. Estes estímulos positivos seriam, por exemplo, os pontos dados à nota de avaliação de um indivíduo na escola. O behaviorismo trouxe para a Educação, além das idéias discutidas acima, as seguintes práticas (OLIVEIRA et al., 2001, p. 20-21):
Planejamento das aulas centrado no conteúdo e nas condições e ferramentas externas ao aluno. Já que o estímulo para o aprendizado é externo, então a forma de apresentar os objetos que se deseja conhecer e o discurso para esta apresentação são fundamentais;
Considerar que o erro é indesejado, já que só o acerto é considerado um fator positivo para o processo de conhecimento;
A relação entre os alunos é desconsiderada ou minimizada, pois o processo de conhecimento é gerado através de exercícios e treinos, que são práticas individuais. Isso reflete a essência mecânica com que o behaviorismo enxerga o aprendizado;
Desconsideração do conhecimento prévio do aluno, uma vez que todo conhecimento é proveniente dos objetos aos quais se está expondo e sua apropriação é feita através da relação estímulo-resposta (desejada).
Esta forma de educar negligencia fatores como as motivações afetivo-cognitivas do indivíduo. Também é desconsiderada a relação entre o aprendiz e seus pares como motivador para o processo de conhecimento. Outro fator importante para o processo de aprendizagem que é negligenciado pelo Behaviorismo é o erro do aprendiz, que não é visto como estratégia montada pelo mesmo, rumo à solução de um dado problema, ocasionando uma inflexibilidade no processo de aprendizagem do aluno e futuramente, do indivíduo que irá enfrentar problemas na vida e cuja flexibilidade para resolução destes será comprometida. Por último, esta proposta epistemológica, que se reflete em prática pedagógica comportamentalista, colabora para a centralização do processo de conhecimento no professor, criando uma relação heterônoma entre professor e aluno, o que pode levar a um indivíduo centrado demasiadamente na figura de um chefe e sem nenhuma iniciativa ou autonomia. Todos estes fatores vão de encontro ao novo indivíduo que se deseja formar no âmbito da Educação, que deve desenvolver sua autonomia, flexibilidade, iniciativa e auto-aprendizagem (BELLONI, 2001, p. 6 e 20). Tais características podem ser estimuladas dentro de uma ótica epistemológica Interacionista da aprendizagem.
Para Schlemer (BARBOSA (org.), 2005, p. 33) o Interacionismo é definido como uma área da Epistemologia que acredita ser o conhecimento fruto do processo de interação entre sujeito e objeto. Entendendo-se sujeito como fruto da ação de auto-construção do indivíduo, tanto no espaço quanto no tempo (BARBOSA (org.), 2005, p. 34). Dentro desta proposta, o objeto ou meio “não se constitui em “estímulo”, assim como o sujeito, por si só, não se constitui “sujeito” sem que haja a mediação do meio físico e social” (BARBOSA (org.), loc. cit.). Portanto, o processo de conhecimento se dá através da interação entre sujeito e objeto, partindo da ação do primeiro e levando em consideração suas estruturas (idéias) “previamente construídas ou em construção” (BECKER, 1993, p. 122 apud BARBOSA (org.), loc. cit.). Três grandes expoentes desta corrente Epistemológica são Piaget, Vygotsky e Wallon. O primeiro,epistemólogo e biólogo suíço, contribuiu com a noção de conhecimento sendo um processo de organização, estruturação e explicação das experiências do sujeito com o mundo dos objetos, implicando que a simples vivência de uma situação não corresponderia ao conhecimento da mesma (OLIVEIRA et al., 2001, p. 37). Ele também contribuiu com sua análise da gênese do conhecimento e da definição dos estágios cognitivos do desenvolvimento humano, os quais são o Sensório-motor, o Lógico-concreto e o Lógico-formal (Ibid., p. 39-42). Já Vygotsky, psicólogo russo, parte do mesmo pressuposto de interação sujeito-objeto, utilizado por Piaget, porém distingui-se em alguns pontos do epistemólogo suíço, como a questão da fala egocêntrica da criança – responsável pela transformação em pensamento da fala social externa -, e da importância da linguagem no processo de construção do conhecimento. Porém, ele mantém uma convergência básica no que diz respeito a importância das trocas sociais do sujeito para a viabilização do pensamento (Ibid., p.44). Vygotsky também define a precedência do aprendizado ao próprio desenvolvimento do sujeito, haja vista que o desenvolvimento inicial se beneficia das experiências sociais significativas que a criança tem ao se relacionar com os adultos ou outras crianças. Por fim, dois conceitos definidos pelo psicólogo russo são de suma importância para a Educação a Distância:
A idéia de que o processo de conhecimento é mediatizado, ou seja, dá-se através de meios físicos (e.g. instrumentos) e sociais. Isto vai ao encontro da idéia de Educação a Distância que utiliza meios tecnológicos para propiciar o processo de aprendizagem;
A definição de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que pode ser entendida como a distância entre o desenvolvimento concluído do indivíduo, chamado real, e o desenvolvimento potencial do mesmo. Este conceito valida a necessidade de intervenção de outro indivíduo para que o aprendiz possa realizar atividades que não conseguiria fazer de modo autônomo absoluto (Ibid., p.45). Dentro do processo de Educação a Distância isso implicaria na necessidade da interação entre aluno-professor, sendo o professor um mediatizador, problematizador e orientador das atividades, influenciando na ZDP do aluno.
Por fim, temos a contribuição do psicólogo Henri Wallon, que reforça o aspecto social, dentro do processo de desenvolvimento do conhecimento, pois para ele a criança já nasce um ser social e aprende através de interação com outras crianças ou adultos. Também contribui ressaltando a importância da emoção para o processo de relação entre a criança e o adulto, ou ainda, entre o “eu” e o outro, pois é assim que inicialmente se estabelece a comunicação do recém-nascido e os adultos, evoluindo conforme há o desenvolvimento da criança. Este processo implica que as pessoas não se comunicam apenas por palavras e gestos, mas também com sentimento e afetividade. Estas duas características são importantes tanto para a Educação, quanto mais especificamente, à Educação a Distância, pois esta última pode causar, muitas vezes, um isolamento dos participes de um curso já que os mesmo podem se encontrar distantes espacialmente e temporalmente. Esta deficiência debilita o processo de aprendizagem, pois tira do mesmo aspectos da afetividade e do relacionamento em grupo.
As necessidades individuais de aprendizagem são variáveis entre um aprendiz e outro, conforme foi proposto por Piaget e Vygotsky (OLIVEIRA et al., 2001, p. 39-46, passim). No entanto, as tecnologias de Informação e Comunicação, utilizadas no processo de aprendizagem, são abordadas, muitas vezes, de forma behaviorista (BARBOSA (org.), 2005, p.34) e por isso não levam em consideração o ritmo individualizado de aprendizagem dos seus interagentes (OLIVEIRA et al., 2001). Na EaD, o ritmo de trabalho de cada um dos interagentes deve ser respeitado e estimulado, tendo uma abordagem interacionista (BARBOSA, 2005, p. 34). O estímulo e o interesse precisam ser cultivados, pois tais elementos são condições necessárias para a aprendizagem, inclusive no meio presencial. É preciso trabalhar a Educação a Distância através de práticas pedagógicas que levem em consideração:
Os conhecimentos prévios dos indivíduos e seus ritmos de aprendizagem, como proposto por Piaget;
A importância da comunicação entre os participes do processo educacional, bem como a mediatização deste processo, como proposto por Vygotsky;
A dimensão sócio-afetiva necessária à construção do conhecimento, como definido por Wallon.
Ademais, a possibilidade do indivíduo se relacionar e interagir, mesmo distante espacial e/ou temporalmente é de primordial importância para a EaD. Isto se deve refletir em todos os meios usados pela Educação a Distância, inclusive em sua mídia mais atual, a saber, os Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Nestes ambientes, tecnologias como a World Wide Web, Realidade Virtual, Inteligência Artificial e outros saberes da Ciência da Computação mesclam-se através de interoperações com os saberes da educação e com as novas perspectivas didáticas e metodológicas que se pretende sejam as inspiradoras de uma mudança de paradigmas educacionais (PEQUENO, 2002).
Neste ponto onde se definiu a Educação a Distância e se frisou a importância na escolha do modelo pedagógico a ser adotado para esta modalidade de Educação, é necessário alertar que a mediatização do processo de aprendizagem exige uma tradução da mensagem pedagógica com a qual se deseja trabalhar, para o meio técnico escolhido para o processo de EaD (BELLONI, 2001, p. 63). Sendo assim, deve-se ter muito cuidado para não se utilizar um meio, por exemplo, a Web, sem levar em consideração suas limitações. Um exemplo da não observância deste processo é a publicação, na Web, de longos textos que são inadequados para leitura em um monitor de computador. Outro exemplo é a utilização de vídeos muito longos para serem transmitidos através da Internet, e assistidos em um computador, já que este processo pode ser demasiadamente monótono para o aprendiz. Finalmente, tem-se como amostra de ineficiência no processo de mediatização, a utilização de mensagens muito extensas em fóruns de discussão de Ambientes Virtuais de Aprendizado, que tornam impraticáveis sua leitura e debate com os demais participantes, devido ao volume de informação que esta prática pode vir a gerar. Para visualizar este problema, imagine vinte pessoas escrevendo textos com mil palavras em um fórum de discussão. Se um interagente tentasse ler todas as mensagens para poder discutir com os demais, poderia desmotivado, frente ao volume textual para leitura em computador. Desta forma, todo o processo de interação em fórum seria perdido.
Bibliografia
BARBOSA, Rommel M. (org.). Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Editora Artmed, ISBM: 85-363-0515-0, 2005.
BELLONI, M. L. Educação a Distância. Segunda Edição. Editora Autores Associados, 2001.
OLIVEIRA, C. C.; COSTA, J. W. da; MOREIRA, M. Ambientes Informatizados de Aprendizagem – Produção e Avaliação de Software Educativo. Série Prática Pedagógica. Editora Papirus, 2001.
PEQUENO, M. C.; Silva, C. O.; Loureiro, R. C. Modelo para Gestão e Implementação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem numa Perspectiva de Interface Adaptativa. Artigo publicado nos anais do VIII Congreso de Educación a Distancia (CREAD MERCOSUL 2004), Argentina, 2004.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Leaner CSS
Cansado de ficar navegando em seu arquivo CSS e tendo que usar o “Substituir” para modificar os valores das propriedades dos objetos de sua página? Você adoraria que existissem “variáveis globais” para acabar com este sofrimento? Bem, seus problemas acabaram! Graças ao Leaner CSS você poderá utilizar alguns recursos de programação para gerar seus códigos CSS.
Esta boa notícia me foi enviada por Andrei “The Source” Bosco, meu amigo e informante-nerd-arquiteto-geek-dark-palladin. Se você quer saber um pouco mais sobre esta tecnologia, vá no endereço http://lesscss.org/.
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